O Ministério da Saúde recebeu críticas do CNS (Conselho Nacional de Saúde) pelas mudanças feitas no vídeo da campanha do carnaval contra Aids, onde mostra um casal de jovens gays e uma fadinha.
Para o Conselho, houve visível recuo a partir de pressões de setores conservadores. "Em nenhum momento do lançamento da campanha, no Rio de Janeiro, se disse que a cena gay não iria para a grande mídia", argumenta José Marcos de Oliveira, Conselheiro do movimento nacional da luta contra Aids.
O conselho é presidido pelo próprio ministro Alexandre Padilha (Saúde). Um dos secretários de Padilha foi, no entanto, ao conselho e defendeu que não houve cortes na campanha. A mudança foi repudiada em nota da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pelo Movimento Estruturação, de Brasília, que fez um protesto nesta quarta-feira (15) em frente ao Ministério.
DA REDAÇÃO